Feeds:
Posts
Comentários

Benvindo, GeeX!

O Bruno Ferrari é um omelenauta fiel, como muitos. Ele e seu primo se empolgaram quando começamos a fazer o OmeleTV e fizeram o ovofritoTV. Tão legitimamente tosco quanto a gente. Ou seja, eles entenderam o espírito do “Faça Você Mesmo” que os gringos chamam de DIY (Do It Yourself) e foi até lema dos punks.

Enfim, tudo isso para dizer que o Bruno e mais uns amigos se empolgaram tanto com a ideia de fazer algo e ser visto que montaram um site, o GeeX! Pô, começaram bem, escolhendo um nome que chega até a ser absurdo como ninguém tinha pensado nele antes. E ficou bonito!

O Bruno disse que nós – Omelete – somos meio padrinhos do projeto, pois eles viram que dá, sim, para começar um projeto munido de sonhos e vontade. Foi assim que começou o Omelete. É assim que nasce a GeeX!.

E para comemorar o lançamento, ele me pediu que escrevesse um prefácio para o site. Eis o que rabisquei (e que valeria também para qualquer outro site que vive da vontade de fazer acontecer):

Fala, galera!

Se você está aqui neste site é porque você é um geek. Ou um nerd. Ou um aficcionado, um especialista, um maluco, enfim… um cara que gosta muito de uma coisa, a ponto de saber de cor frases de séries de TV que outras pessoas nem conhecem, conseguir dizer de cabeça qual ator estava em qual filme e quem o dirigiu, lembrar a duração exata daquela música desconhecida do grande público e que por isso mesmo é a sua favorita.

Enfim, você é um nerd!

E que bom que ser assim chamado hoje não tem mais aquela conotação negativa de alguns anos atrás, quando representavam aquele carinha CDF, de óculos fundo de garrafa, espinhas na cara e jeito desengonçado.

Hoje os nerds estão em todos os lugares, infiltrados nas grandes corporações (ei, Bill Gates e Seve Jobs, não preciso falar mais nada, né?), fazendo filmes (Spielberg, Lucas), influenciando novas gerações (Edgard Wright, Richard Kelly, Joss Whedon, J.J. Abrams) e, por que não?, presidindo países (você viu o Obama defendendo a Casa Branca com seu sabre de luz, né?).

Por isso, afrouxe o cinto de seguranças e se deixe levar por mais um ponto de encontro entre seus pares.

Benvindo à GeeX!

domingo eu vou ao pacaembu

no último domingo, 20 de setembro, fui ao pacaembu. era a volta do ronaldo. era para ser um domingo de festa.

mas não foi.

o time jogou mal demais e perdeu de 4×1 do goiás. foi a maior goleada que o mano tomou no comando do corinthians.

fiquei puto. xinguei. soquei o ar mais forte do que o pelé – de raiva – a cada gol tomado.

e quando as pessoas achavam que eu ia chegar em casa num mau humor sem igual, estava, na verdade, dando risada.

pô, perdeu. e com justiça! não adiantava nada ficar de cara fechada. eu fui ao pacaembu e fiz minha parte: torci e vibrei. fiquei até o apito final. que pena que os jogadores não fizeram as deles.

mas daí comecei a pensar por que não estava puto com aquilo tudo. se tivesse visto o jogo pela tv, certamente estaria. e foi então que percebi que o simples fato de ter ido ao estádio e estravazado lá – sem ter que me segurar porque tenho um filho pequeno, uma esposa e vizinhos que não têm nada a ver com a porcaria do meu time – tinha me liberado de ficar emburrado o resto da noite.

afinal, é só no estádio que você vê um menino de não mais de 10 anos quase tendo um ataque cardíaco e xingando até o jogador que não tem nada a ver com o lance. é só no estádio que você entende de verdade porque o futebol é tão legal. tão democrático. tão apaixonante.

não vejo a hora de poder mostrar isso para o theo.

Dear Editor,

My name is Marcelo Forlani and last year I subscribed Wired, a magazine that I’ve been reading for more than 10 years. But I live in Brazil and that was a problem bigger that I could imagine.

The issues just arrived at my place 2 or more months after they were on the streets even around here. So it would be faster (but not cheaper) to buy them on the news stands. eg – the last issue that I received was the November issue. That’s why I’m calling the costumer service to cancel my subscription after I send you this e-mail.

Once I’m also a journalist, I’m just sending you this e-mail so that you have one more thing to argue at the next meeting with the guys from costumer service – that if a subscriber from Brazil is worth the argument. :-)

keep up with your good work!

all the best,
Marcelo Forlani

A ficha

Um amigo meu disse que a ficha dele só caiu quando estava saindo da maternidade carregando sua filha, a linda Joana, e pensou “que bando de médicos e enfermeiros irresponsáveis são esses que me deixam sair daqui carregando essa menina sozinho?”
Pois a minha ficha ainda não caiu. Fico imaginando que amanhã a esta hora já estaremos segurando o Theo no colo, ele já vai ter mamado, tomado o primeiro banho e feito todo mundo chorar de alegria.
Mas essas poucas horas ainda me parecem um futuro muito distante. Nove meses? Pode chamar de eternidade.

RealiTheo Show

Devido ao enorme número de e-mails, telefonemas, visitas e mensagens virtuais de google talk, msn, twitter e sms que venho recebendo, decidi lucrar em cima do nascimento do meu filho. Nasce agora o RealiTheo Show.

Se você quiser saber do nascimento antes de todo mundo, pode receber um direct no twitter por apenas 10 reais. Mensagens de texto por celular custam a bagatela de 25 reais. Um telefonema, algo muito mais pessoal, sai por 200 reais e ganha acesso às primeiras fotos tiradas do Theo e visita à maternidade. No pacote separado, a visita sai por 75 reais, por cada 30 minutos.

Todos os fundos arrecadados serão utilizados na criação de uma poupança para o Theo.

Pagamentos adiantados para:

Theo Forlani
Banco do Brasil
Ag/ 3040-3
C/C 5552
senha: *****

P.S. O post acima é uma brincadeira, tá?

ah o guns n’ roses…

Publiquei ontem, no Omelete, uma crítica ao Chinese Democracy, novo disco do Guns n’ Roses, aquela banda que um dia teve sua relevância no cenário mundial e uma legião de fãs. Fãs estes que um dia já encheram minha caixa de e-mails de mensagens nada educadas. Imaginei que o fato se repetiria, mas não. Muitos dos fãs hoje em dia já aceitaram o óbvio.

Caso do Guilher Brandão, que me mandou o e-mail abaixo:

Forlani,

Antes que você ache que esse é um dos milhões de e-mails que você deve estar recebendo, te chamando de nomes que eu só posso imaginar, por ter falado mal (merecidamente) do Chinese Democracy, vou lhe avisar, eu concordo plenamente com você.
Acho que a sua resenha do cd mereceu uma resposta, pois você foi uma das poucas pessoas que teve a “coragem” de dizer o que, eu acho, que muitos queriam dizer sobre esse disco novo do Guns, mas poucos quiseram se arriscar.
Em todos os lugares que eu olho, só vejo uma chuva de elogios para esse disco, que só posso descrevê-lo como medíocre.
O trecho de sua resenha onde você diz que se você ficasse 15 anos escrevendo o texto ele ficaria datado e com uma cara de quem tentou demais e acabou ficando uma coisa meio falsa e manipulada, descreve o disco perfeitamente.
Quando vejo todas essas que veneram Axl como um Deus, sinto pena delas…tudo bem, nos anos 80 e 90 o Axl pode ter sido um grande cantor e showman, mas o tempo dele ja passou, e o tempo do Guns também já passou.
Assim como você, também quero os meus 71min24s de volta!
Agora a única coisa que temos que fazer é esperar pelo grande desastre que irá acontecer com o mundo, já que a ordem natural das coisas foi quebrada com o lançamento deste disco.
Parabéns pelo site e pelos videocasts.

Abraços

Simpático, não?

Já não é o caso do Geraldo, que escreveu um comment no post anterior e que eu reproduzo abaixo, junto com a minha resposta:

Caro Marcelo…

recentemente Li em algum lugar um artigo de sua autoria… no qual vc trata a respeito de uma certa “banda”, de um certo trabalho que durou 15 anos pra ficar pronto… sem mais delongas, vc diz no tal artigo que evoluiu seu gosto musical! e por isso nao mais ouve a tal banda… gosto musical nao se evolui meu caro, pq é uma questão gosto, vc como escritor (digo escritor pq escreve artigos, nao sei sua ocupação) nao deveria ser tão limitado, se o guns n roses é uma boa banda ou nao, se o chinese democracy é ou nao um bom disco, de fato existem controversias, no entando vc nao pode afirmar que tem um gosto musical evoluido pq ouve hendrix, isso soa um tanto quanto ridiculo/tendencioso/amador/ (ja disse ridiculo)… gostaria de saber qual é seu curriculo como musicista, ao que me parece vc nada mais é do que um ex-fãzinho de guns roses, que de tanto ouvir tudo que sai na midia a respeito da banda, desistiu de ouvi-la como se isso o fizesse evoluir, evolução trata-se muitas vezes de inspiração e nao de tecnica, além do mais é raro ter pessoas q de fato se preocupem em realizar… é mais facil falar das realizações alheias… qnd se é mediocre! ah visita meu blog lá se der!!!

E o que eu mandei para ele:

Caro Geraldo,

Gosto é gosto. E opinião é algo igualmente pessoal. Eu acho que evoluí, sim. Como disse no meu texto, deixei de ouvir apenas o que tocava nas FMs e tive a oportunidade conhecer coisas novas, que me soaram muito bem aos ouvidos. Não tenho vergonha de dizer que não conhecia Bowie (de verdade) até 5 anos atrás, o mesmo com a fase blueseira dos Rolling Stones e, para citar também algo do outro lado do Atlântico, Pixies.

Poxa, se buscar coisas tão diferentes – e que não tocam nas rádios todos os dias – não é evoluir eu não sei o que é.

Meu currículo como musicista não é nulo. É negativo. No máximo toco campainha e saio correndo depois – algo que, na verdade, não faço há muito tempo. Mas isso não me impede de ouvir algo e dizer se eu – veja bem, é a minha opinião – gosto ou não. Se aquilo me agrada ou não.

Ah e eu não estou seguindo o que os outros estão dizendo sobre o Guns e o Chinese Democracy. Estou dizendo o que eu achei. Se fosse seguir o que disseram grandes veículos especializados em música como a Spin e a Rolling Stone, teria dado 4 ovos para o disco e não os 2 que achei que ele merecia.

E, para terminar, te deixo um grande abraço e fico feliz que minha crítica tenha te deixado tão abalado a ponto de dar uma busca no Google e chegar ao meu blog, que nem eu mesmo leio. É bom saber que não estou escrevendo para cordeirinhos e que tem gente por aí disposta a defender suas idéias.

Abraços,

Marcelo Forlani
forlani@omelete.com.br

Tem também o e-mail do Roger Rose, mas esse achei que não ia adiantar responder:

Sua crítica à Chinese Democracy é débil, palhaça e imbecil. Nunca mais acessarei o site Omelete diante da sua postura caricata e desrespeitosa. Quem está investido na qualidade de colunista de um site tem que comentar de forma equilibrada e não preconceituosa. Nunca mais acessarie esse site em minha vida!

Murphy e eu

Tinha gente falando que o fim do mundo seria hoje. Tudo por causa de uma tal experiência de cientistas suíços que tentavam recriar o Big-Bang.

Bom, se você está lendo este texto, é porque o mundo não acabou. Pelo menos não antes que eu conseguisse publicar a minha errante epopéia de retorno ao meu lar acompanhado de um senhor não muito gentil chamado Murphy (que apesar de ter sua própria lei, não é físico como os caras lá da Suíça).
Vendo que a chuva tinha dado um tempo, resolvi ir andando para casa. O intervalo de 20 e poucos minutos seria suficiente para o Marcelo Hessel começar a subir os textos no Omelete, assim, quando eu voltasse online, já poderia começar a editá-los.

Um quarteirão depois que saí da Egg Tower, comecei a sentir gotas mais pesadas e ver o asfalto ficando cada vez mais cheio de água. Poderia fingir que não era comigo e continuar andando, mas como não carrego guarda-chuvas desde que fui para Londres, achei melhor parar na banca de frutas e esperar. Cinco, dez minutos e nada. Bom, o jeito é aproveitar o ambiente e me alimentar. “Por favor, um sanduíche natural e um suco de morango com leite”, pedi. Quando sentei na mesa e abri o meu gibi (o maravilhoso Y: The Last Man), a energia elétrica acabou. Terminei meu lanche, mas não consegui pagar. Deixei meu nome, número do celuluar e a promessa de voltar lá amanhã para acertar.

Como a chuva parou de novo, segui meu caminho. A Av. Dr. Arnaldo estava inteira apagada. No lugar dos faróis, marronzinhos apitavam, competindo com as buzinas dos carros. Um quarteirão, dois quarteirões e estava quase chegando em casa. Bom, na rua vizinha à minha tem luz. Ufa! Vai dar tempo de fazer minhas coisas e ir para a natação. Viro a esquina e… TA-DAAAA!!!

BREU TOTAL! Apenas algumas luzes de emergência aqui e ali. Ah, e a luz do meu notebook, aqui no hall do prédio, sentado no sofá, escrevendo este post…

Ok, Murphy, já vi como você é foda. Agora chega, né? :-)

P.S. A Mari chegou (ainda no escuro) e fomos jantar no L’Aperô. Murphy não foi convidado e, dessa vez, não foi.

Meu filho é um sonho

Ontem, pela primeira vez, sonhei com o meu filho. Ou pelo menos com a “visão” que faço dele hoje. Foi rápido e lembro de pouca coisa, mas foi muito importante pelo ineditismo do fato.

Mas uma coisa me deixou pensando: no sonho, eu levo o Theo para o meu pai conhecê-lo. Não sou de ficar interpretando sonhos. Na verdade, acho isso um puta porre. Mas teria aí algum significado escondido? Estaria eu pedindo a aprovação do meu pai? Ou provando para ele que eu dou conta do recado?

Fiquei com isso na cabeça e embora seja algo totalmente pessoa, resolvi publicar aqui. Vai que alguém tem uma explicação melhor…

It’s a boy!

Segunda-feira foi um dia especial. Mais um, na verdade. Foi quando descobrimos que nosso baby já tinha um sexo definido e, consequentemente, um nome. Se fosse uma menina linda, se chamaria Liz. Mas vai ser um guri, forte, brincalhão, cheio de energia e inteligente de nome Theo (o acento ainda está em discussão). 

Eu não estava presente quando a Mari fez o ultrassom (estava em LA trabalhando), mas assim que saiu da médica ela me ligou. “Advinha… É um menino! A coisa mais linda do mundo! Tem umas coxonas fofas e ficava se mexendo o tempo todo.” Espírito maternal é isso. Ele já é tem a perna mais grossa que o Roberto Carlos e é mais bonito que o Beckham :-) 

Mas preciso confessar que assim que ela me contou os canais lacrimais foram se enchendo a ponto de uma poça d’água se alojar no canto do olho – e ser devidamente controlada, tá pensando o quê? Mas toda vez que eu penso que daqui a alguns meses vou estar segurando em meus braços meu filho, ela teima em voltar. Ei, é meu filho e sei que apesar de todos os defeitos que ele pode vir a ter, vai ser perfeito ;-) 

 

interlúdio

Antes de conseguir meus 30 minutos necessários para terminar o diário de bebê a bordo sobre Boston e Nova York – Last Days, tenho outra viagem para os US and A.

Dessa vez, a trabalho. Estou neste momento no aeroporto de Guarulhos esperando meu vôo para Los Angeles via Atlanta. Os motivos são aqueles de sempre: filmes, entrevistas e todo o combo que vem junto (cansaço, sono excessivo e muita satisfação).

O resultado estará online no Omelete a partir de domingo cedo, se tudo der certo :-)

Postagens Antigas »