Não tá dando para atualizar tudo no dia. Estamos chegando em casa acabados e depois de um merecido banho, mal dá tempo de falar “boa noite” um para o outro.
Mas vamos lá. O que fizemos neste terceiro dia em Manhattan? Como já virou tradição, o café-da-manhã foi no Paradise, que não tem Reindeer no nome. É Paradise Cafe e só. O pedido do dia foi um smoothie e bagel de alho com cream-cheese. Delícia!
Não conseguimos falar com o Eduardo Graça, amigo que mora no Brooklyn, logo que acordamos, então fomos para a Mega Store da B&H Photo. Lugar é um sonho para qualquer pessoa e um pesadelo para os que consomem tecnologia. Câmeras fotográficas e filmadoras, lentes, flashes, bolsas para carregar tudo isso, computadores, impressoras, ipods… tudo o que você não sabe que precisa está aqui e a bons preços. Um dos diferenciais da loja é que todos os atendentes sabem o que estão vendendo e vão te ajudar. E alguns deles falam português. Não à toa, a loja foi o local com a maior concentração de conterrâneos que encontramos por aqui. O que mais me impressionou, depois do tanto de gente e de coisas que havia por lá, foi uma esteira que corre por toda a loja carregando caixas com as mercadorias. Aquilo sozinho deve ter custado alguns milhões de dólares para implementar.
Depois de muita espera no metrô - mais de 30 min. fácil - começamos nossa descida rumo ao Brooklyn para encontrar o Edu. Quando chegamos lá, um apê muito legal, diga-se de passagem, logo fomos comer algo. Acabei não guardando o nome do cafe, mas os pratos com ovos saíram em média por 10 dólares e um suco fresquinho de laranja mais uns 3 dólares. Tudo muito bem feito. De lá fomos andar pelo Brooklyn, conhecer a área e aprender que um apê na região não sai por menos de 800 mil dólares - um prédio ao lado do rio acabou de ser vendido a absurdos 45 milhões de dólares. Passamos pelo calçadão, vimos o “telescópio que liga NY a Londres”, passamos no meio da festinha de aniversário do Teddy e entramos de bico no fim de um casamento. Tudo ali nas áreas públicas dos parques que margeiam o rio. É isso aí, se é público, por que não usar, né?
Nas andanças pelo bairro fomos apresentados ao Jacques Torres, que não é uma pessoa, mas sim uma chocolateria. A ótima pedida foi um Frozen Chocolate (US$4,50), que é um tipo de milkshake feito com chocolate puro. Como era um domingo, a fábrica não estava funcionando, mas o cheiro daquele lugar é woompaloompaliano.
Passamos por uma galeria de arte, andamos mais um pouco e iniciamos nossa volta para Manhattan. O mais legal: a pé! A travessia é bem tranquila, em uma via para pedestres e ciclistas que fica sobre os carros. A chuva, que em outrs dias poderia ser um problema, foi ótima, pois diminuiu um pouco o calor.
No fim da ponte há uma estação de metrô. Subimos até a estação Astor Place, andamos até a Washington Square e os prédios da NYU e descemos pela MacDougal Street até a Bleecker St, passando por vários barzinhos. Não entramos em nenhum, mas vários deles nos parecebem muito bacanas. Não resisti uma passada na Bleeker Street Records e saí de lá carregando os CDs “End of The Century” e “Rocket to Russia”, dos Ramones e “Metamorphosis” e “Between The Buttons”, dos Rolling Stones, além do DVD “It’s Alive”, dos Ramones, para o meu tio. Aquele reduto punk contrasta com as lojas caras que seguem mais para frente na mesma rua.
Para fechar o dia, encaramos um hambúrguer no Corners Bistrot (junção da Jane x 8th e 4th). Burger (6,50), fries (2,50), chá gelado (2,50) e cerveja quente (3,50).
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Aproveitando, o dia 04!
O café-da-manhã, foi lá mesmo, no Paradise. E dali já saímos para o meu museu preferido no mundo: O MoMA (Museum of Modern Art). Foi neste lugar, em 2000, que minha visão de museus mudou. Até então, achava museu a coisa mais chata que existia. Hoje, voltando lá, me lembrei por que gostei tanto: lá não tem só “peças de museu”. Quadros chatos e esculturas idem. Onde mais você vai ver legos, mola maluca, CD, torradeira, garfos, cadeiras e ventiladores dividindo espaço com Picassos, Andy Warhols, capas da revista Esquire e uma divertida compilação de fotos em que a sombra de quem clicou aparece em algum canto? Isso é o MoMa. Ou melhor, um resumo muito porco do MoMA, que tem um acervo ao mesmo tempo histórico e atual e uma lojinha igualmente sensacional.
O motivo para irmos ao museu, além da visita em si, era fugir do calor do dia. Até o almoço foi lá dentro, no café do próprio museu. O problema é que o MoMA fecha às 17h30 e a lojinha às 18h30. Ou seja, com o sol ainda bastante forte fomos jogados na rua, derretendo junto com o asfalto da quinta avenida. Paradas estratégicas sob o ar-condicionado da Disney Store e da Nike Town foram necessários e refrescantes.
Dali subimos a quinta até o metrô em direção à 23 st., para uma olhada - por fora - no parque mais exclusivo de Manhattan, o Gramercy Park. Por lá, só entra quem mora em um dos prédios vizinhos e tem a chave que abre um dos portões. Não é o nosso caso. Ficamos de fora com cara de cães abandonados, mas nem assim…
Descemos a Park Avenue até a 17 e viemos andando até a 7ª. Paramos para o jantar: mais hambúrguer para mim (por caros, mas merecidos 10 dólares - o queijo que eles usaram deu um toque todo especial) e um sanduíche de atum no pão sírio para a Mari. Passo seguinte: casa, banho e cama. Amanhã saímos em direção ao vale do Hudson (que descobrimos hoje que se fala rádson e não riudson).