O 14 de abril de 2008 começou mal. Na noite anterior eu tinha guardado o endredon no armário e durante a madrugada o tempo virou. Virou não. Deu piruetas e caiu de costas. Por volta das 6h da madrugada, tivemos que nos levantar para fechar janelas pela casa. Lá fora, a chuva caía sem piedade enquanto relâmpagos anunciavam as chegadas de estrondosos trovões. Mais um pouco de cama e o barulho agora era de carros buzinando… a minha quase sempre tranqüila rua estava congestionada, conseqüência da chuva que havia criado mais um recorde de trânsito na São Paulo que um dia foi apenas da garoa.
O mais estranho era que o dia agora estava até meio quente. O suficiente para me fazer trocar a calça por uma bermuda. Por via das dúvidas, peguei a blusa e joguei na mochila. E, para evitar surpresas, nada de ir a pé. Saindo do metrô, um carro acelera na direção de uma poça d’água, que me acerta em cheio. E encerrando a epopéia matutina, a chuva volta a desabar faltando um longo quarteirão até o escritório. Ensopado, começo a trabalhar.
O almoço foi sozinho, na padaria. E uma coisa não saía da minha cabeça: será que tinha chegado a minha hora?
Não sou de ficar encanado com esse lance de “sinais”, mas quatro mulheres grávidas também comiam por lá. Será que é sempre assim e só naquele dia que eu resolvi reparar? Ou era mesmo um sinal?
Quando a Mari passou para me pegar, nem precisamos combinar nada. Direto para a farmácia. “Um teste de gravidez, por favor.” E quem disse que a Mari tinha vontade de fazer xixi. Discretamente, dei um copo de suco aqui, um gole de água ali. Banheiro, xixi no palito e longos 5 minutos depois dois pauzinhos preenchem o marcador. E um sorriso estranho preenchia nossos rostos. Uma felicidade que não dá para contar. Não dá para repetir. Mas dá, sim, para repartir, compartilhar: em breve a família vai aumentar. Preparem-se!



AEEEEEEEEEEEEE parabéns!
Isso sim é ensaio sobre a choradeira. :’)
Valeu, Limão!!