Caramba, como a gente enrola. Acordamos umas 9h e saímos do apê eram quase 11h. O nosso café da manhã no mesmo lugar do dia anterior, aqui do lado. Mas desta vez com torrada com pasta de amendoim e geléia e smoothie de manga, blueberry e banana pra mim e torrada e cream cheese pra Mari.
Pegamos o metrô até o Central Park. Como uma garrafa de 750 ml de água na banca de revistas custava US$ 2,00, fomos procurar um supermercado. Valeu a pena. Pagamos US$ 1,25 por uma garrafa de 1L. Para garantir as próximas horas, uma salada de frutas e um salgadinho também.
Voltamos ao Central Park e andamos muito. Embaixo de um calor infernal. Na verdade, a gente andava um pouco e parava outro pouco, para dar uma descansada e reidratada. A parte onde mais ficamos foi a área onde estão os campos de baseball e softball. Estavam rolando uns jogos infantis. Maior barato ver a molecada do tamanho dos bastões tentando rebater as bolas ou, o que se mostrou ainda mais difícil, pegá-la depois de uma rebatida. Rendeu foto pra caramba!
Andamos mais um monte e quando achamos que estávamos no caminho certo para a fonte Bethesda, entramos no zoológico e nos perdemos feio, voltando para a avenida onde tínhamos começado, mas na outra ponta do parque. A saída, então foi ir andando por fora do parque, também muito bem arborizado, até a 72th. Daí deu certo. Chegamos enfim à fonte, famosa por vários filmes. Tinha muita gente por lá. E muitos casais de noivos tirando fotos! Muitos é modo de dizer. Vimos 4 casais. Na passagem subterrânea que vai de um lado da rua direto para a fonte tinha um maluco fazendo um som bem exótico.
De lá saímos à procura da Strawberry Fields. Passamos por lá, naquele mosaico escrito Imagine (que aliás, estava bem destruído e cercado para manutenção e o Dakota Building. Só não achamos a entrada onde o John foi morto. É aquela ali do lado, que agora é interditada para quem não é morador?
O próximo destino seria o restaurante Zen Palate (2170 Broadway) indicado no guia “Nova York – Seu Guia Passo a Passo”, mas que não existia mais. Acabamos parando no Cosi [www.getcosi.com]. A cadeia é bem bacana, saudável e acessível. Ah e com internet gratuita. Comemos saladas e rachamos um iced tea. Cada salada custou entre 8 e 9 dólares e o iced tea mais uns 3.
Aproveitando o wifi, olhei a temperatura no iPhone. A máxima prevista para o dia era de 33 graus e a temperatura daquele momento marcava 34! Saímos de lá ainda grogues com o calor e fomos lentamente caminhando até o Riverside Park. Tinha uma galera por lá jogando basquete em uma quadra minúscula. Continuando a caminhada, quase na 72, vimos um esquilo. O bichinho parecia domesticado e veio andando na nossa direção até chegar bem pertinho. Não resisti e começou mais um ensaio fotográfico desses animais rabudos. Literalmente. O ponto alto foi quando um deles veio comer na minha mão.
Seguimos pela 72 até a esquina com a Broadway, onde fica uma das lojas da cadeia mais legal de roupas e acessórios cool, a Urban Outfitters [www.urbanoutfitters.com]. Ficamos fácil uma horinha e meia por lá. Diferente das lojas lá de Los Angeles, porém, a branch que nós fomos tinha pouca coisa legal na área em promoção. Saímos de lá com uma sacola até que cheinha, mas não totalmente satisfeitos. Os pontos altos foram um chapéu para mim e uma série daquelas bonequinhas russas que ficam uma dentro da outra, mas com Anakin dos episódios I, II e III até chegar no Darth Vader. US$18, mas não resisti. Foda!
Anda um pouquinho, descansa um pouquinho. Paramos no Nanoosh, uma das maiores descobertas até agora. O restaurante é todo moderno, com lustre recheado de quinua, pastilhas nas mesas. Super Trendy. E tinha ar-condicionado! O local é especializado em humus. Pedimos o nosso c/ cogumelos (US$7,50) e um iced tea com menta levemente adocicado c/ acucar orgânico (US$2,50).
Camelando e cansando, chegamos ao Lincoln Center, que estava quase que inteiro em reforma na sua fachada. Os teatros, porém, estavam funcionando e como bom sábado, cheios de gente. Saímos de lá para pegar o metrô e economizar um pouco de pé, que a essa altura mal sentíamos. Que cagada. A linha estava em manutenção e acabamos andamos pra caramba dentro do metrô a pé e nos próprios trens. Perdemos cerca de uma hora. Detalhe, se tivéssemos indo andando para a loja da Apple na 5ª Avenida tínhamos chegado em uns 30 min no máximo.
A Apple Store é 24h. E pelo horário que estávamos lá, parecia que o slogan de “The City That Never Sleeps” é bem real. Era como se fossem 3h da tarde. Fiquei paquerando um teclado que custa US$49, mas acabei não comprando. A time machine de 250 gb tá 250 dólares e me pareceu uma boa opção também. Vamos ver…
Para fechar a noite, fomos ao Burger Joint. A lanchonete fica escondida dentro do hotel Le Parker Meridien (119 W 56th Street, entre a 6ª e a 7ª, do lado do Carneggie Hall). Chegamos lá 23h45. O local só funcionava até a meia-noite e os funcionários já estavam todos relaxados. O foda é que logo depois da gente, chegou uma galera. Sem brincadeira, umas 8, 10 pessoas e todo mundo teve que voltar para a cozinha para trabalhar. A fama se justificou. O burger é bem bom e a aparência “pé-sujo” dá um toque todo especial, bem como a parece cheia de autógrafos de gente como Ashton Kutcher, Paris Hilton, Dre, Tony Hawk, P Diddy.


