Saímos de Chester depois de um nada saboroso café-da-manhã no próprio Hollyday Inn e começamos a rodar sem destinos muito fixos. Seguindo conselhos da mulher que estava na recepção fomos parar em Sugar Loaf, uma cidadezinha que se resume a uma rua. Literalmente. Parece uma vila de ex-hippies ou ex-youppies que agora só curtem a aposentadoria. Os pontos altos foram uma loja de LPs cheia de novidades a altos preços (um bolachão novinho do Arcade Fire, por exemplo custava US$20 – e o dono falou “O vinil está fazendo o maior sucesso com a molecada”) e uma foto tirada por um tiozinho que saiu de dentro de uma loja de velas com uma bengala na mão, um croc em apenas um dos pés e que, depois de clicar, saiu andando em direção ao Porsche que estava estacionado na sua garagem. De vender velas é que ele não conseguiu um carro daqueles…
Seguimos caminho sem direção e paramos em Hyde Park, cidade dos Vanderbilt e também natal do presidente Roosevelt, o FDR. Chegamos à mansão Vanderbilt quase no fim do expediente, mas ainda deu para dar uma bela caminhada pelo jardim. Os passeios ficaram para outro dia. A Mari adorou a lojinha, cheia de coisas que não eram para o nosso gosto, mas muito bem montada. Ficamos curiosos com o tanto de souvenirs que faziam referência a Paris e a explicação é simples: a Sra. Vanderbilt adorava a cidade e muitas das coisas que estão expostas, de roupas a decoração ela trouxe de lá.
Próxima parada: Rhinebeck, uma das cidades mais bonitas do vale e cheia de coisas para fazer. Na verdade “cheia”, pois ao contrário das outras ela não era apenas uma rua. Eram DUAS! Várias lojinhas, um shoppingzinho e uma lanchonete onde tomamos um sorvete à noite. Ficamos hospedados no Beekman Arms Inn, a pousada mais antiga do país – pelo menos segundo a enorme placa que estava do lado de fora. Pagamos 80 dólares o quarto, com direito a um café-da-manhã no dia seguinte.
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DIA 07
O café da manhã foi uma decepção tão grande quanto a final da Copa do Brasil, que o Corinthians conseguiu perder na noite anterior. Novamente pedindo dicas para a menina da recepção, que desta vez era Argentina e falou que aquela cidade era refúgio dos milionários de NYC, fomos para o Poet’s Walk Park. O nome é quase auto-explicativo: um parque para caminhar. E, pela sua beleza, para fazer poesia também, acho. Na verdade, é um grande campo com uns quatro pontos onde se pode sentar e ficar olhando o verde em volta e chegar perto do rio. Bonito, mas não mais do que o construído pelo nosso amigo Vanderbilt.
Tínhamos então duas escolhas: atravessar novamente o rio para o oeste e ir para Woodstock ou seguir para Olama. Woodstock, claro. A cidade foi a maior por onde passamos em termos de comércio e tamanho em si. Muito ainda em torno do famoso festival dos anos 60, que na verdade nem aconteceu ali, mas sim em uma fazendo a cerca de 1h30 dali. Gastamos boa parte das duas horas que ficamos ali na Woodstock Legends, uma lojinha com muita coisa da época. Da época mesmo! Batas, vestidos, discos, etc.
De lá, nós erramos a saída e demos uma pusta volta antes de chegar em Athens, uma linda cidade à beira do rio – completamente Dawson’s Creek. A idéia era passar a noite ali, na Stewart House, mas quando chegamos lá vimos que a cidade não tinha nada para fazer e decidimos seguir caminho para Boston, ou o mais perto possível de lá…
TO BE CONTINUED…
(Enquanto isso, mais fotos: www.flickr.com/forlani)


