no último domingo, 20 de setembro, fui ao pacaembu. era a volta do ronaldo. era para ser um domingo de festa.
mas não foi.
o time jogou mal demais e perdeu de 4×1 do goiás. foi a maior goleada que o mano tomou no comando do corinthians.
fiquei puto. xinguei. soquei o ar mais forte do que o pelé – de raiva – a cada gol tomado.
e quando as pessoas achavam que eu ia chegar em casa num mau humor sem igual, estava, na verdade, dando risada.
pô, perdeu. e com justiça! não adiantava nada ficar de cara fechada. eu fui ao pacaembu e fiz minha parte: torci e vibrei. fiquei até o apito final. que pena que os jogadores não fizeram as deles.
mas daí comecei a pensar por que não estava puto com aquilo tudo. se tivesse visto o jogo pela tv, certamente estaria. e foi então que percebi que o simples fato de ter ido ao estádio e estravazado lá – sem ter que me segurar porque tenho um filho pequeno, uma esposa e vizinhos que não têm nada a ver com a porcaria do meu time – tinha me liberado de ficar emburrado o resto da noite.
afinal, é só no estádio que você vê um menino de não mais de 10 anos quase tendo um ataque cardíaco e xingando até o jogador que não tem nada a ver com o lance. é só no estádio que você entende de verdade porque o futebol é tão legal. tão democrático. tão apaixonante.
não vejo a hora de poder mostrar isso para o theo.



Faz um tempinho que você não posta hein! Dando mais atenção pro Omelete?